Design Centrado no Utilizador

YouX Academy

O que é o Design Centrado no Utilizador?

Luís Filipe

Luís Filipe

Managing Partner YouX

Miguel Félix

Miguel Félix

Managing Partner iBloom

O que é o Design Centrado no Utilizador

Neste artigo vamos falar de um conceito muito importante para quem trabalha as áreas da UX e da Usabilidade: o design centrado no utilizador (ou User Centered Design, na versão inglesa).  E é tão mais importante quanto continua a ser um conceito muito pouco compreendido na indústria do desenvolvimento de software, onde muitos profissionais continuam a ver o design como uns desenhos e uns layouts para embelezar as aplicações entretanto desenvolvidas. (Já aqui escrevemos anteriormente sobre o resultado desta forma de pensar.)

Segundo a norma ISO 13407, “Human-centered design is characterised by: the active involvement of users and a clear understanding of user and task requirements; an appropriate allocation of function between users and technology; the iteration of design solutions; multi-disciplinary design.

Falamos assim de uma abordagem holística, multidisciplinar e iterativa da produção de  interfaces, segundo os princípios da UX e da usabilidade. Rubin e Chisnell (ver referência abaixo) chamam a atenção para a necessidade de contextualizar a usabilidade antes de avançarmos para a sua medição. “(…) it is important for the reader to understand the basic principles of UCD in order to understand the context for performing usability testing. Usability testing is not UCD itself; it is merely one of several techniques for helping ensure a good, user-centered design.
We want to emphasize these basic principles of user-centered design:

  • Early focus on users and their tasks
  • Evaluation and measurement of product usage
  • Iterative design”

O design centrado no utilizador pede uma nova abordagem na forma como as empresas desenvolvem os seus produtos. Embora não existam fórmulas universais de sucesso, há alguns atributos comuns que as empresas que praticam este caminho partilham:

  • Fases que incluem inputs dos utilizadores
  • Equipas multidisciplinares
  • Gestão atenta ao processo
  • Perspetiva de aprendizagem contínua
  • Definição de objetivos de usabilidade prévios
Design Centrado no Utilizador
Rubin, J., Chisnell, D., Handbook of Usability Testing. How to Plan, Design, and Conduct Effective Tests, Ed. 2008

Desenvolver uma interface para que ela seja útil teria assim que resultar de um processo estruturado, sistemático e iterativo. Só desta forma se podem atingir os objetivos e as metas pretendidas. Os autores chamam mesmo a atenção para o facto de o próprio conceito de usabilidade necessitar de ser definido na organização que desenvolve o projeto.
Continuando com Rubin e Chisnell: “An operational definition of what makes your product usable […] may include:

  • Usefulness
  • Efficiency
  • Effectiveness
  • Satisfaction
  • Accessibility

Thus bringing us full circle to our original description of what makes a product usable. Now let’s review some of the major techniques and methods a usability specialist uses to ensure a user-centered design.”

Nielsen, J. (2013) aponta no mesmo sentido ao definir a usabilidade é um atributo de qualidade que mede a facilidade com que se pode usar uma interface, englobando todos os elementos da interface, de a componente visual da interação, aos conteúdos e ao sistema. Este autor considera 5 componentes genéricos que determinam a usabilidade de uma interface:
Facilidade de aprendizagem: É fácil para os utilizadores completarem as tarefas propostas logo da primeira vez que interagiram com a interface?
Eficiência: Após ter aprendido a utilizar a interface com que rapidez o utilizador consegue desempenhar as suas tarefas?
Memorização: Quando o utilizador retoma o uso da interface após um período sem a utilizar, é-lhe fácil voltar a usá-la?
Erros: Quantos erros comete o utilizador? E após praticar esses erros ele consegue recuperar e continuar a usar?
Satisfação: A utilização da interface é agradável?

E então? Continua mesmo a achar que isto de desenhar aplicações é mesmo uma questão de layouts bonitos?

Referências:

Nielsen, J. (1993). Usability engineering. Boston: AP Professional.

Rubin, J., & Chisnell, D. (2008). Handbook of usability testing: how to plan, design, and conduct effective tests (2nd ed.). Indianapolis: Wiley.

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